Eles são a base de nosso corpo e mantê-los saudáveis é fundamental

 

Eles te aguentam o dia todo, te levam para vários lugares, quase nunca têm descanso e permitem que você corra, pule e dance. Funcionando como um segundo coração do organismo, os pés são a base de nosso corpo. Um pé saudável é indispensável na qualidade de vida de qualquer pessoa, pois quando sadios, garantem a sustentação, locomoção e equilíbrio do organismo. Por isso cuidar deles é essencial, o bem estar dos pés refletem em nossa saúde.

Segundo a Associação Médica Norte Americana de Podiatras, as pessoas andam, em média, 210 mil km durante toda a vida. Porém, infelizmente, muitas vezes os pés são deixados em último plano nos cuidados corporais, causando assim uma série de danos à saúde física e um desgaste emocional. Segundo a podóloga Cinthia Cordeiro Belo, dores nos pés podem ir muito mais além do que só dores, pois podem causar também mau humor e reduzir o rendimento escolar e profissional.

Os cuidados com a saúde dos pés é fundamental em todas fases da vida, e precisam ser mais frequentes a medida que a pessoa vai envelhecendo. A cada ano a mais de vida, a pele tende a ficar mais fina e ressecada, sujeita à formação de unhas encravadas, calos e outras podopatias (doenças do pé) que geram mal-estar. Todos esses problemas podem ser evitados com o auxílio de um profissional especializado em podologia, por isso não pense duas vezes em procurá-lo.

 

Algumas podopatias e seus tratamentos

Pé chato: De acordo com Cinthia, o pé chato é uma deformação caracterizada pelo excessivo achatamento do arco plantar do pé. Esse problema é na maioria dos casos bilateral e normalmente causa dor ou desconforto. O pé chato pode ser tratado com o uso de órteses plantares (palmilhas) adequadas.

Pé diabético: O pé diabético é um mal que assola os portadores de diabetes. A doença possui um efeito debilitante e ao atingir o pé, por ele ser a extremidade do corpo, desenvolve úlceras (feridas) que podem infectar-se e levar à amputação e mortalidade. Segundo a podóloga, os pacientes diabéticos apresentam alteração na sensibilidade dos pés, e a redução do fluxo sanguíneo da doença altera estruturas funcionais nas zonas de apoio do pé, provocando calos que não são dolorosos e que por isso não acionam os mecanismos de defesas, evoluindo para úlceras que dificilmente cicatrizam. Conforme a podóloga, em cada consulta no tratamento do pé diabético, é feita uma inspeção nos pés, onde se procura alterações e verificam-se possíveis pontos de atrito e desgaste irregular dos pés. “É possível conseguir bons resultados com uma assistência adequada no tratamento, reduzindo assim em 85% o número de amputação de membros inferiores”, afirma. Ainda segundo ela, o objetivo do podólogo ao tratar um pé diabético é reduzir as incidências de problemas graves, prevenindo e melhorando a qualidade de vida das pessoas com diabetes.

Pé reumático: Reumatismo é um termo genérico que se refere às doenças que acometem as articulações, são degenerativas, inflamatórias, autoimunes e pós-traumáticas. Segundo Cinthia, nos pés o reumatismo pode causar deformidades nas articulações e também causar dores acompanhadas de calor, rubor, edema, rigidez matinal e impotência funcional, que é a dificuldade de movimentar os pés. De acordo com a podóloga, o tratamento dessa patologia é feito de maneira multidisciplinar pelo médico reumatologista, ortopedista, fisioterapeuta e podólogo.

Unha encravada: A unha encravada possui a presença de uma espícula – pedaço de unha, na pele adjacente do dedo. Em geral, em unhas encravadas há infecção e inflamação. A unha encravada pode ser causada pela pressão exercida por meias muito pequenas ou muito grossas, calçados justos, estreitos ou de ponta fina. Também pode ser causada por tropeções, quedas de objetos sobre a unha, e cortes incorretos da unha feito com tesouras ou alicates.  Conforme a podóloga, para unhas encravadas é necessário um tratamento para infecção ocasionada, além de claro um corte correto da unha. “Em alguns casos é preciso o uso de órteses (aparelho para correção da unha), que é indolor e proporciona excelentes resultados, fazendo com que a lâmina deformada volte a ter uma anatomia normal” afirma.

Calos ou calosidades: De acordo com Cinthia, os calos ou calosidades são lesões provocadas por uma hiperpressão que leva ao espessamente da camada mais superficial da pele. Os calos variam de tamanho, localização, consistência e forma. As calosidades diferem dos calos por serem mais extensas, por não possuírem núcleo e provocarem frequentemente fissuras na pele. “Calos e calosidades são resultados de microtraumatismos repetidos, de aumento de pressão e atrito constante sobre a pele – frequentemente devido ao uso de calçados inadequados, deformidades ortopédicas, vícios posturais, irregularidades ósseas, entre outros”, afirma.  O tratamento dos calos e calosidades é feito através da avaliação das áreas com hiperpressão e alívio dos pontos de calo com uso de órteses apropriadas.

 

Seus pés merecem cuidados

Muita gente só repara neles quando o calo aperta, uma ferida aparece, a unha encrava ou o ‘chulé’ começa a incomodar. Não deveria. A podóloga Cinthia dá algumas dicas que podem ser essenciais na hora de manter seus pés saudáveis e evitar podopatias:

  • Sempre manter as unhas cortadas de forma reta;
  • Usar calçados adequados ao tamanho (comprimento e largura) dos pés;
  • Sempre usar materiais esterilizados;
  • Passar creme hidratante diariamente;
  • Evitar andar descalço em lugares públicos;
  • Depois de lavá-los, procurar enxugar bem entre os dedos para evitar umidade interdigital;
  • Pessoas com diabetes não devem retirar a cutícula, porque elas servem como proteção e qualquer ferimento pode causar complicações;
  • Procurar sempre um profissional habilitado para o tratamento correto.

 

Sai fora chulé

Só de pensar no mau cheiro que os pés exalarão, há quem não tem coragem de tirar os sapatos em locais públicos, ou mesmo de dar uma relaxadinha nos calçados durante o expediente. O culpado por todo esse desconforto é o famoso chulé – ou, se preferir chamar pelo nome técnico: a bromidrose. Todo esse mau cheiro que nos aborrece surge de uma reação química entre o suor e as bactérias. De acordo com a podóloga, a produção de suor é inodora (sem odor), mas adquire cheiro em contato com as bactérias que estão na pele, as quais se alimentam da queratina e da umidade da transpiração. Porém, a boa notícia é que é possível acabar de vez com esse problemão através de alguns hábitos de higiene adequados. São eles:

  • Escovar diariamente a região plantar do pé;
  • Higienizar as meias e calçados regularmente;
  • Usar somente meias de algodão;
  • Evitar o uso do mesmo calçado por vários dias;
  • Lavar as plantas dos pés com anti-sépticos.

 

Por Camila Neumann

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