Se não tradada, a doença piora até a pessoa se tornar completamente inválida, podendo levar à deterioração de todas as funções cerebrais e à morte prematura

 

O mal de Parkinson é uma doença degenerativa, causada pela morte das células no cérebro, sendo um dos principais e mais comuns distúrbios nervosos da terceira idade. “Com isso, determina-se uma baixa produção do mediador químico dopamina”, explica o neurologista Pedro Gustavo Santos Mendes (CRM-PR 7796). A dopamina é um neurotransmissor que, entre outras funções, controla os movimentos.

A forma mais comum da manifestação do Parkisionismo é o chamado Parkinson Idiopático. “Geralmente ocorre em torno dos 60 anos de idade e se caracteriza por tremores unilaterais, rigidez muscular, bradicinesia (lentificação de movimentos voluntários) e perda dos reflexos posturais”, explica o Dr. Pedro Gustavo.

Não se sabe a causa exata que leva a essa destruição das células do cérebro que produzem dopamina, mas acredita-se que fatores genéticos, como mutações específicas, podem vir a influenciar no desenvolvimento da doença, além da exposição a determinadas toxinas ou fatores ambientais. O Dr. Pedro Gustavo lista alguns fatores que o mal de Parkinson pode se originar:

  • Intoxicação: manganês, monóxido de carbono;
  • Infecções: encefalite;
  • Drogas: medicamentos para hipertensão, tonturas e doenças psiquiátricas;
  • Tumores cerebrais na base do crânio;
  • Hidrocefalia de pressão normal;
  • Hipoparatireodismo;
  • Infartos cerebrais (AVC);
  • Traumatismos cranianos.

Não existe cura para o Parkinson, mas existem diversos tratamentos para auxiliar no controle dos sintomas. “Para retardar a progressão no mal de Parkinson e suas consequências, utilizamos tratamento medicamentoso e, eventualmente, tratamento cirúrgico associado a psicoterapia de apoio, fisioterapia motora, fonoaudiologia e suporte nutricional”, afirma o neurologista.

 

 Possíveis sintomas do Parkinson

Além dos tradicionais e já citados como lentidão de movimentos, rigidez muscular e tremores, o paciente pode apresentar, em um estágio mais avançado, outros quadros, como por exemplo:

  • Inclinação do corpo para frente;
  • Redução do movimento dos braços ao andar;
  • Tendência a babar;
  • Dificuldade de engolir;
  • Dores musculares;
  • Ansiedade;
  • Confusão;
  • Desmaios;
  • Perda de memória.

 

Fique atento aos fatores de risco!

Alguns fatores são considerados perigosos para o desenvolvimento da doença de Parkinson. São eles:

  • Idade: jovens e adultos raramente apresentam a doença de Parkinson, pois ela é mais comum em pessoas idosas. O risco de Parkinson aumenta com a idade. As pessoas costumam desenvolver a doença em torno de 60 anos ou mais;
  • Hereditariedade: ter um parente próximo com a doença de Parkinson aumenta as chances de uma pessoa desenvolver a doença. No entanto, os riscos ainda são pequenos, a menos que a pessoa tenha muitos parentes que apresentam a doença;
  • Gênero: homens são mais propensos a desenvolver a doença de Parkinson do que mulheres;
  • Exposição a toxinas: se expor continuamente a herbicidas e pesticidas pode colocar uma pessoa em um risco ligeiramente aumentado de desenvolver a doença de Parkinson.
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