A data tem como objetivo a conscientização sobre a importância do controle de infecções 

 

As infecções hospitalares são adquiridas durante o período de internamento em hospitais, e são causadas por microrganismos patógenos, principalmente por vírus e bactérias. “É importante ressaltar que as manifestações da doença podem ocorrer também após a alta e mesmo assim poderá ser considerada infecção hospitalar, pois estará relacionada ao internamento, bem como aos procedimentos aos quais o paciente foi submetido”, explica a enfermeira Akxeli Schultz de Paula (Coren-PR 509.093).

Os principais tipos de infecções estão relacionadas ao sistema respiratório (que inclui as pneumonias), ao sistema urinário (decorrente do uso de sondas), ao sistema tegumentar (devido as agressões da pele acarretadas por aplicações de medicamentos), punção venosa, coleta de amostra de sangue para exames laboratoriais e lesões por pressão que surgem pelo reposicionamento inadequado do paciente e pela falta de medidas preventivas. “Todos os indivíduos estão suscetíveis a adquirir uma infecção hospitalar, mas alguns grupos estão mais expostos, por possuírem um sistema imunológico debilitado ou frágil, tais como recém-nascidos, idosos, diabéticos, portadores de doenças vasculares, pós cirúrgicos, em uso de dispositivos invasivos, principalmente sonda vesical de demora e ventilação mecânica, pacientes imunocomprometidos, restritos ao leito e com alteração do nível de consciência”, explica a enfermeira.

O dia 15 de maio é o Dia Nacional do Controle da Infecção Hospitalar. Isso porque, nesse mesmo dia, no ano de 1847, na Hungria, o médico-obstetra Ignaz P. Semmelweis defendeu a prática da lavagem de mãos como medida obrigatória a médicos e enfermeiros que entrassem na enfermaria. Desde então, essa data tem o objetivo de conscientizar autoridades sanitárias, diretores de instituições e trabalhadores da saúde sobre a importância do controle de infecções. “A principal forma de evitar a infecção hospitalar é realizando corretamente a higienização das mãos com água e sabão, prática recomendada principalmente para quando elas estiverem sujas, o procedimento em si deverá ser realizado entre 40 e 60 segundos, conforme protocolo. As soluções alcoólicas também são utilizadas na higienização das mãos, técnica semelhante a com água e sabão, procedimento feito entre 20 e 30 segundos. A higienização deverá ser efetuada respeitando os cinco momentos principais, tais como, antes de tocar o paciente, antes de realizar procedimento limpo e asséptico, após risco de exposição a fluídos corporais, após tocar o paciente, após encostar em superfícies próximas ao paciente e sempre que for necessário”, explica Akxeli, conforme as recomendações da Organização Mundial da Saúde (OMS).

Para as visitas, também é necessário tomar alguns cuidados em relação a higienização. “Os principais cuidados incluem a higienização das mãos corretamente, evitar uso de adornos, não se sentar no leito, bem como não tocar nos pertences e dispositivos do paciente, controlar o fluxo de visitantes e limitar para os pacientes em isolamentos. Ao entrar no quarto de isolamento, seguir rigorosamente as recomendações da equipe de enfermagem, pois conforme a patologia envolvida será recomendada a precaução adequada, podendo ser padrão, por gotículas, aerossóis ou por contato. Caso o visitante esteja com alguma doença, evitar realizar visitas e esperar pela melhora para depois efetuar a mesma. E claro, respeitar a lista de itens do que é permitido entrar no hospital, conforme protocolo de cada instituição”, aconselha a enfermeira.

 

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