Proporcionar maior flexibilidade de escolha ao paciente, menor tempo de tratamento e possibilitar ao ortodontista maximizar o controle e a eficiência do tratamento, são alguns benefícios do sistema de aparelho versátil MBT.

O aparelho MBT possui muitas características diferenciadas em relação aos aparelhos também pré-ajustados de primeira e segunda geração. Para esclarecer estas características e as facilidades propostas, a Revista + Saúde entrevistou a cirurgiã dentista, Ana Scatolin.

 

Na área de ortodontia, quais foram as principais evoluções nos últimos
anos?

Ana – A utilização de mini-implantes, aparelho auto-ligado e imagem 3D.

Qual a vantagem de fazer um tratamento ortodôntico com um aparelho pré-

ajustado?

Ana – O tratamento com aparelhos anteriores ao desenvolvimento da técnica do pré-ajustado necessitava de dobra adequada no fio em cada fase do tratamento, demandando bastante tempo do paciente na cadeira. O resultado final do tratamento dependia da perfeição do ortodontista nas dobras dos fios. No pré-ajustado, o trabalho desenvolvido nos dentes é feito através de bráquetes com angulação e torque pré definidos o que requer um posicionamento correto do bráquete e menor tempo de atendimento.

 

Como surgiu o aparelho versátil MBT?

Ana – A filosofia de tratamento ortodôntico MBT é resultado de 20 anos de pesquisa e experiência clínica de três autores: Mc Laughlin (EUA), Bennett (Reino Unido) e Trevisi (Brasil). As letras iniciais de seus sobrenomes dão nome à técnica.
O que diferencia a técnica MBT das técnicas ortodônticas tradicionais?
Ana – A técnica MBT necessita de um conhecimento científico do ortodontista, pois apresenta uma mecânica própria diferente dos pré-ajustados de primeira e segunda geração, e uma série de acessórios que irão beneficiar no andamento do tratamento ortodôntico. Além disso, propõe um tratamento mais confortável ao paciente. Esta mecânica diferenciada e seus acessórios adequados favorecem melhor ajuste na oclusão e menor tempo de tratamento.
Existe alguma facilidade no tratamento com esta técnica?
Ana – Sim, na escolha do bráquete, versatilidade do sistema de bráquetes e tubos, precisão no posicionamento dos bráquetes, forças leves e contínuas, uso da canaleta 0,22, controle de ancoragem desde a fase inicial do tratamento, retração em grupo e mecânica de deslizamento, e o mais importante é a menor reabsorção óssea e redução no tempo do tratamento.
Como está sendo a utilização do aparelho MBT no Brasil? Qual a sua
aceitação?

Ana – A utilização no Brasil está muito boa. De acordo com os fornecedores, a venda de aparelhos MBT já superou às de Roth (aparelhos de segunda geração que já foram os mais utilizados). A aceitação pelos pacientes é ótima.

 

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