Estar bronzeado significa para muitos estar bonito e na cor do verão. Conquistar aquela pele dourada é ideal para combinar com as roupas decotadas da estação, principalmente se tratando do público feminino. No entanto, será que o bronzeamento solar faz bem à saúde? Autobronzeadores não oferecem nenhum risco à pele? Para responder essas perguntas e outras dúvidas, a Revista + Saúde entrevistou a dermatologista, Dra. Renata F. Carrara Tavares.

 

1 – Qual o nível de importância do bronzeamento para o corpo, além de
satisfazer a vaidade?

 Renata – Eu não colocaria o bronzeamento como importante a não ser do ponto de vista estético e cultural. O importante é ter uma exposição solar leve de 10 a 20 minutos, fora dos horários de pico (10h às 16h), para garantir a adequada função da vitamina D e a absorção do cálcio ósseo, evitando na criança o raquitismo e no adulto a osteopenia e osteoporose. Além disso, devemos respeitar o nosso biótipo de pele, quem é claro, fototipo 2,   não pode querer estar bronzeado, pois sofrerá as conseqüências indesejáveis do sol, como o envelhecimento precoce, manchas e o câncer de pele.

2 – Existem alimentos que podem acelerar o bronzeamento?

Renata – Verdade. Alimentos ricos em betacaroteno como abóbora, cenoura, pimentão amarelo, mamão, manga,  couve-flor, entre outros.

3 – Autobronzeadores não oferecem nenhum risco à pele?

Renata – Autobronzeadores são substâncias químicas sintéticas, como a diidroxiacetona e a eritrulose, que são utilizadas topicamente em loções, cremes e espumas corporais. O único risco é se a pessoa  for sensível aos componentes podendo ter alergia, mas é raro. Deve-se tomar cuidado ao aplicá-lo, a pele deve estar íntegra sem ferimentos, hidratada sem áreas escamativas para pigmentar de forma uniforme, e deve-se tomar cuidado com cotovelos, joelhos e calcanhares que costumam acumular o produto, por isso devemos esfoliar estas regiões antes. Algumas pessoas queixam-se do odor que o produto pode deixar na pele, podem ser  comerciais ou feitos na manipulação.

4 – É verdade que existem pessoas alérgicas ao sol?

Renata – Verdade. Existem vários tipos de alergias solares como a miliaria ou brotoeja, urticária solar, doenças de fotossensibilidade como lúpus, erupção polimorfa a luz, entre outras.

5 – O sol resseca e queima a pele. O que é preciso fazer para evitar esses
fatores?

Renata – Expor-se ao sol de maneira gradual, poucos minutos por dia, evitar horários de maior incidência de UVB que queima, faz descamar e ressecar a pele. Sempre hidratar a pele, usar sabonetes infantis ou hidratantes, usar fotoprotetores adequados para cada tipo de pele, lembrando em reaplicá-los corretamente, associar a esses óculos com lentes protetoras para não lesar a retina, roupas e chapeis com tecidos especiais tratados com filtro solar.

Perigo do bronzeamento artificial

6 – É verdade que o bronzeamento artificial acarreta o câncer de pele?

Renata – Verdade. Vários estudos comprovaram a real associação entre câncer de pele, envelhecimento precoce e bronzeamento artificial. Portanto, a Sociedade Brasileira de Dermatologia e a Academia Internacional de Dermatologia são formalmente contra esta pratica para fins de bronzeamento.
7 – Bloqueadores e filtros solares devem ser usados mesmo em dia nublados e chuvosos?

Renata – Verdade, pois os raios UVA penetram as nuvens e, embora não sejam percebidos nestes dias, causam envelhecimento precoce.

 

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