Taping Linfático pós-operatório: aplicação imediata ou tardia

Dra. Ingrid Guedes (Crefito 4 / 149991-F), fisioterapeuta dermatofuncional fala sobre o Taping Linfático pós-operatório neste artigo

O Brasil é considerado o primeiro país no ranking mundial de procedimentos cirúrgicos estéticos, segundo a International Society of Aesthetic Plastic Surgery (ISAPS). Mesmo sendo cirurgias muito comuns frequentemente apresentam intercorrências, tais como edemas, equimoses, fibroses, diminuição da ADM, dor. 

Estes problemas fazem parte da rotina de tratamento do fisioterapeuta dermatofuncional. Mas, nos últimos anos, temos encontrado no Taping Linfático um excelente aliado para tratar e prevenir equimoses. Para que haja, assim, diminuição do quadro álgico(dores), edema intenso (inchaços), e possíveis fibroses desorganizadas, que podem prejudicar e retardar a recuperação de pacientes de cirurgia plástica.

 

 Kinesio Taping

A Kinesio Taping (KT) é uma técnica criada por Kenzo Kase em 1973 no Japão. Ela utiliza fitas elásticas, porosas, adesivas, hipoalergênicas e sem princípios ativos, podendo permanecer em contato com a pele por dias. Seu material, textura e elasticidade são muito semelhantes às da pele. 

É um método com embasamento científico que tem como objetivos principais minimizar o edema, evitar equimoses e reduzir ou impedir a formação das fibroses. Ainda reduz a tensão de tecidos próximos às cicatrizes, podendo evitar deiscências, abertura dos pontos.

 

Como funciona o taping linfático

O taping linfático faz a descompressão de tecidos que sofreram danos em um procedimento cirúrgico. A pele é elevada e, assim, os filamentos de ancoragem são tracionados, permitindo maior drenagem do líquido que até então estava congestionado no interstício, favorecendo sua absorção. Sua aplicação, por consequência, reduz a dor e melhora a mobilização do tecido cicatricial. Uma vez que a dor causada pela pressão exercida nos receptores sensoriais é aliviada através das ondulações que a bandagem promove, devido à elevação da pele.

A bandagem elástica pode ficar na pele de 5 a 7 dias e não substitui a cinta modeladora. Os pacientes são beneficiados com a redução das dores musculares pós-operatórias. A aplicação previne intercorrências, acelera a recuperação, permite maior autonomia ao paciente e reduz o número de sessões de fisioterapia pós-operatória. A técnica pode ser aplicada no próprio hospital dentro do bloco cirúrgico, na RPA, no quarto ou na casa do paciente ou consultório preferencialmente nas primeiras 24 horas de cirurgia.

 

Benefícios do Taping Linfático pós-operatório

A aplicação do Taping no pós-operatório imediato traz inúmeras vantagens para a recuperação do paciente, diminuindo:

  • quadro álgico
  • edema
  • equimoses
  • fibroses 
  • e outras complicações

Além disso, favorece uma recuperação mais rápida. 

No pós-operatório tardio, o Taping é eficaz. Ele soluciona as intercorrências já instaladas associadas com outros tratamentos para obter o resultado desejado.

 

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