Estudos apontam que o mau humor pode ser proveniente de nós mesmos, não só de situações que acontecem diariamente                

 

Um dos grandes motivos do estresse vivido por muitas pessoas é a grande carga de trabalho ou outras funções. Nove em cada dez brasileiros possuem sintomas de ansiedade, segundo o Isma-BR, representante do International Stress Management Association, organização sem fins lucrativos que se dedica a estudos voltados ao tema. Em decorrência disso, cada vez mais as pessoas estão estressadas com suas rotinas, seja por excesso de informação, sobrecarga, por dificuldades financeiras, problemas nos seus relacionamentos, entre outros. Dentro dessa exigência atual, o mau humor traz sentimentos como a intolerância, impaciência, baixo nível de energia e tristeza, sucessivamente, podendo tornar esse estado de humor em patologia e trazer diversos prejuízos ao indivíduo.

Em contrapartida, a psicóloga Jessica Belo (CRP 08/25371) explica que o bom humor se torna um instrumento para a melhor produção tanto no trabalho, faculdade, escola, entre outros. Isso gera uma grande sensação de bem-estar que contagia o ambiente ao redor. “Pessoas com bom humor são melhores em resolver problemas, gerando mais produtividade e melhor convivência no trabalho e na vida pessoal. A felicidade aumenta a autoestima, fortalece o sistema imune, combate o envelhecimento e ainda diminui o estresse”.

O bom humor está ligado a um hormônio chamado de endorfina, que é um neurotransmissor produzido pelo cérebro que visa relaxar, resistir à dor e sentir um prazer maior sobre as coisas, conhecido como o “hormônio da felicidade”. Existem várias formas de estimular a liberação de endorfina, como por exemplo, através da atividade física, da prática de atividades que gerem prazer, do riso e também através do prazer sexual.

“O humor é 50% determinado geneticamente, 40% pela forma que pensamos e nos comportamos e apenas 10% determinado pelos acontecimentos bons e ruins. Isso significa que temos a capacidade de alterar o nosso humor especialmente se nos colocarmos em movimento e mudarmos nossa maneira de interpretar as situações”, é o que explica Jessica.

De acordo com a psicóloga, para melhorar nosso humor podemos adotar hábitos e comportamentos que os ajudarão a ser mais felizes e a produzir mais endorfina, como por exemplo:

  • Praticar exercícios físicos;
  • Cuidar da alimentação;
  • Ter um sono de qualidade;
  • Expressar gratidão;
  • Ser otimista e não catastrofizar tudo que acontece;
  • Manter boas relações sociais;
  • Aprender a dizer não;
  • Saber perdoar as pessoas (e a si mesmo);
  • Ter metas pessoais;
  • Ouvir música;
  • Dançar;
  • Ter animal de estimação;
  • Ter uma vida sexual ativa.

 

Além da endorfina que já foi citada, a serotonina também é um neurotransmissor que possibilita a sensação de saciedade e ajuda a regular o humor. Sua falta está relacionada com a depressão, sonolência e cansaço. Pensando em uma boa alimentação aliada a produção da serotonina, alguns alimentos podem ajudar no bom humor, sendo eles:

  • Leites e derivados;
  • Ovos;
  • Carnes, peixes e frutos do mar;
  • Sementes de abóbora;
  • Castanha do Pará, amêndoas e castanha-de-caju;
  • Frutas;
  • Chocolate, principalmente o amargo;
  • Vegetais verde-escuros como espinafre, couve e brócolis;
  • Feijão, ervilha e grão-de-bico.
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