As férias de verão estão chegando e quem tem um animal de estimação em casa e pretende viajar precisa se planejar com antecedência. Enquanto alguns preferem deixar o pet sob os cuidados de um conhecido ou hospedá-lo em um hotel especializado, outros preferem levar o animalzinho junto. Seja qual for a sua opção, existe uma série de cuidados que se deve ter para evitar o estresse e manter o bem estar do animal durante a viagem. Para prestar esclarecimentos sobre o assunto, a Revista Mais Saúde conversou com a médica veterinária Karen Christine Kramer.

Se você for deixar o pet em casa: Se for uma viagem breve, a veterinária afirma que se pode considerar a opção de deixar o pet em casa, mas com a vigilância de alguém de confiança ou um familiar que possa visitar diariamente a residência. “Essa visita diária é indispensável, tanto para os cuidados com alimentação, higiene e passeio (no caso dos cães), quanto para momentos de atenção e carinho mesmo, para o animal não se sentir muito sozinho ou abandonado”, comenta a veterinária.

Se você for hospedá-lo em um hotel: Se for uma viagem mais longa, o aconselhável é deixar o pet em um hotel. Mas é preciso escolher criteriosamente o local e conferir de perto as condições do mesmo. Geralmente os locais exigem que o bichinho esteja saudável, devidamente vacinado e vermifugado, o que significa uma segurança para a saúde de todos os animais que lá estiverem. “É preciso ressaltar que o hotel é um ambiente diferente para o animal e ele pode ficar estressado, o que pode gerar uma série de problemas, como convulsões, por exemplo. Então é preciso estar sempre em contato com o veterinário do hotel, para saber se o animal está bem”, diz.

Se você decidir leva-lo junto: A veterinária explica que no caso de decidir levar o pet, é importante que se conheça as leis e exigências de cada meio de transporte. Se for viajar de avião ou de ônibus, deve-se ficar atento à documentação que a companhia aérea ou de ônibus solicita para os animais domésticos. Geralmente, é preciso apresentar um atestado de saúde do animalzinho, emitido após uma consulta com o veterinário. Se o destino for internacional, são realizados diversos procedimentos para o embarque do pet, como microchipagem e teste sorológico para a raiva. Nos dois casos a carteirinha de vacinação do animal precisa estar em dia.

Para levar cães e gatos em viagens de carro, conforme a veterinária, além de verificar se as vacinas estão em dia, é necessário também utilizar produtos para prevenir a infestação de carrapatos e pulgas, pois o verão é uma época de grande incidência desse problema. Além disso, é fundamental transportá-los adequadamente em caixas específicas que possuem tapete higiênico, ou então utilizando cinto de segurança para pets, práticas que são lei em diversos Estados. “Alguns cães enjoam facilmente durante viagens de carro, por isso a caixa é necessária para que se evite transtornos. Além disso, durante a viagem, é importante fazer paradas para que o animal possa fazer suas necessidades e tomar água, ele precisa estar bem hidratado durante o percurso”, acentua Karen.

 

Fique atento à Dirofilariose

Nessa época quente do ano, é preciso ficar atento para a dirofilariose canina (também conhecida como “doença do verme do coração”), uma cardiopatia bastante grave, causada pelo parasita Dirofilaria immitis, como explica a médica veterinária.  Comum em regiões litorâneas e onde existam rios e lagos , a dirofilariose é transmitida por mosquitos que passam a hospedar o parasita depois de picar animais já contaminados. Embora com menor frequência, os gatos também podem ser contaminados pelo parasita.

Segundo Karen, depois que as larvas já se instalaram no órgão, surgem os sintomas da doença. Entre eles estão tosse crônica, cansaço, prostração, perda de apetite, língua arroxeada e dificuldades respiratórias. A prevenção é a melhor proteção que você pode oferecer ao seu cão ou gato. Se o seu pet vai passar apenas uma temporada em região de risco, o ideal é que ele seja levado para consulta um mês antes da viagem, assim, o médico veterinário poderá determinar o melhor esquema preventivo. Além disso, existem produtos que repelem o mosquito transmissor, e desverminantes também podem prevenir a doença.

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