Muitas vezes confundidas, essas doenças precisam de cuidados específicos

 

Ar seco, ar poluído, frio, calor… basta mudar a temperatura para sentirmos os efeitos na pele. Ou melhor, no nariz. Com essas alterações, a rinite e a sinusite podem chegar com tudo, mas por terem os sintomas e nomes muito parecidos, muitas pessoas confundem as duas doenças.

A rinite é uma condição, na maioria das vezes, alérgica, que diferente de uma gripe, a pessoa que convive com o portador não pega. Há épocas do ano que ela se agrava, mas normalmente é uma condição crônica (persiste por períodos superiores a seis meses e não se resolve em curto tempo de espaço). “A rinite é uma irritação, uma resposta imunológica da mucosa do nariz, que faz com que a pessoa sinta coceira nos olhos, espirre, fique com o nariz trancado e com coriza, dor de cabeça, entre outros sintomas, sendo muitas vezes confundida com resfriado e gripe”, explica o otorrinolaringologista Rodrigo Pereira.

Apesar de ser uma doença do ano todo, os piores períodos, segundo o otorrinolaringologista, para quem possui a rinite, normalmente é a transição do inverno para a primavera. Junto com a beleza das paisagens, das flores, vem o aumento de pólen, um dos principais causadores de rinite dessa época. No verão a tendência é melhorar, pois as pessoas não costumam ficar no mesmo local com as janelas e portas fechadas, facilitando a circulação de ar nos ambientes.

Já a sinusite é a inflamação da mucosa de dentro do nariz e dos seios da face. “Inicia-se muitas vezes pelo acúmulo de secreção, seja por vírus, bactérias ou fungos. Os sintomas são um pouco diferentes da rinite. Além de ficar com o nariz trancado e com coriza, há também presença de secreção nasal abundante, dor no rosto, dor de cabeça, febre, e em crianças bastante tosse”, diz o médico.

Como tratar cada uma delas?

       Essas doenças, de acordo com o médico, devem ser tratadas de forma contínua, normalmente com uma associação de remédios. “Apenas os antialérgicos não curam, eles tiram a pessoa da crise temporariamente. Os tratamentos para as rinites são, geralmente, uma associação de medicamentos por um período específico para cada paciente, não sendo portanto algo genérico. Não é por que seu filho está usando tal remédio que o mesmo será bom para você”, diz o otorrinolaringologista. Uma dica mais do que necessária é usar soro fisiológico no nariz constantemente, para hidratar e remover secreções, e usar umidificadores em ambientes muito secos. “Existem também, no caso das rinites, medicamentos chamados corticoides nasais, que fazem o tratamento de manutenção e são usados por um longo período, justamente para evitar que a pessoa tenha crises”, completa.

      Para a sinusite, além da hidratação nasal e dos medicamentos sintomáticos, normalmente há necessidade do uso de antibióticos por período variável para cada caso.

Descongestionantes nasais são bons para as crises?

       Existem muitos remédios vendidos como “milagrosos”. “Eles têm substâncias que não podem ser usados de forma contínua, como por exemplo Nafazolina e Oximetazolina”, ressalta o médico.

        Esses remédios aliviam rapidamente, mas podem trazer problemas como arritmia cardíaca, além do fato de viciar. A pessoa precisa usar cada vez mais, porque, de pouco a pouco, míseras gotinhas vão parando de fazer efeito. O nariz resseca, pode começar a arder e sair sangue. “No começo é bom, mas depois as pessoas viciam como uma droga, por isso o indicado é procurar um otorrino para conseguir deixar de usar”, diz Rodrigo.

O que é a imunoterapia?

       É um tratamento feito a base de vacinas que o paciente tem que usar em períodos regulares. “Se você tem alergia ao pelo de gato por exemplo, colocam partículas do pelo na vacina para que seu corpo se acostume com aquilo, fazendo com que seu organismo não reaja negativamente, e os sintomas de alergia melhoram bastante em muitos casos”, exemplifica o otorrinolaringologista. No entanto, normalmente é um tratamento longo, chegando muitas vezes a anos de vacina, as quais são preparadas individualmente e de forma específica para cada pessoa.

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