Exposição ao sol e pele clara são os principais fatores de risco.

Responsável por proteger o corpo contra o calor, a luz e as infecções. Estas são as funções da pele – maior órgão do corpo humano. Além disso, a pele também é responsável pela regularização da temperatura do corpo, bem como pela reserva de água, vitamina D e gordura. Nossa! Quão responsabilidade, por isso é aconselhável cuidar bem deste órgão.

No Brasil, o câncer de pele é o mais incidente em ambos o sexo, correspondendo a aproximadamente 25% de todos os tumores malignos registrados no país, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). “O câncer de pele é um tumor maligno formado por células que sofreram uma transformação e multiplicam-se de maneira desordenada e anormal dando origem a um novo tecido (neoplasia)”, explica o cancerologista cirúrgico, Leonardo Dequech Gavarrete. Segundo o médico, este tipo de patologia tem tendência de destruição local e quanto antes detectado mais altos são os percentuais de cura.

A face, o tronco e ou o dorso das mãos são os locais mais favoráveis para o aparecimento do câncer de pele devido à exposição direta ao sol, um dos principais fatores de risco da neoplasia. Além dos raios ultravioletas, conforme Gavarrete, a relação entre o tipo de pele, como a pele clara e olhos claros, também é um fator de risco.

De modo geral, existem dois tipos de câncer de pele: o melanoma e não-melanoma. Conforme o cancerologista, o melanoma é menos freqüente do que os outros tumores, porém sua letalidade é mais elevada. Já o não-melanoma é o mais comum no Brasil e menos letal. Este ocorre justamente pelo tempo excessivo de exposição ao sol. Um exemplo de probabilidade são os agricultores que trabalham há anos na lavoura e não adotam as medidas de precaução, como o uso do protetor solar diariamente.

O câncer não-melanoma atinge principalmente pessoas acima dos 40 anos, diferente do melanoma que pode aparecer desde em adultos jovens até a velhice. “O melanoma, que resulta das queimaduras solar, está incidindo em pacientes cada vez mais novos, até mesmo em crianças”, alerta o médico.

Segundo dados do Inca as regiões sul e sudeste têm as maiores taxas de incidência de câncer de pele.  A estimativa é de aproximadamente 80 novos casos a cada 100 mil habitantes por ano. A melhor maneira de diminuir essa taxa é a prevenção.

A prevenção do câncer de pele consiste em atitudes simples e de baixo custo, como “evitar a exposição ao sol, usar protetor solar diariamente, no mínimo fator 30, reaplicando a cada 2h quando estiver na água ou quem transpira bastante, e usar chapéu de abas larga”, diz o médico. Além destes cuidados, o auto-exame também contribui para o diagnóstico precoce. Segundo Gavarrete, é importante observar as feridas que não cicatrizam, podendo permanecer durante meses, manchas que coçam, ardem, escamam ou sangram, sinais ou pintas que mudem de tamanho, formato ou cor. Ao constatar alguns destes sinais é recomendado procurar por atendimento médico o mais rápido possível.

Existem várias formas de tratamento para o câncer de pele. Mas, segundo Gavarrete, a cirurgia é a mais aplicada. Outro método bastante utilizado é a radioterapia, indicada para áreas mais difíceis de tratar com cirurgia, como pálpebras, nariz e orelhas.

Para combater definitivamente o câncer de pele é preciso retirar uma área maior ao redor do tumor.  Por este motivo, muitas vezes, é preciso aliar ao procedimento à cirurgia plástica.

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