O tempo até o socorro é o fator decisivo para a sobrevida do paciente

 

O ataque cardíaco é normalmente desencadeado por uma lesão, conhecida por infarto agudo do miocárdio, que faz com que o nosso coração passe a não bombear de forma normal (ritmo sinusal). Em alguns casos o quadro pode evoluir para uma fibrilação ventricular, ou seja, o coração começa a bater de forma descompassada. Quando isso acontece, deve ser feita a cardioversão, com choques elétricos, para que o coração do paciente volte ao ritmo sinusal, procedimento realizado apenas por profissionais médicos.

Segundo a enfermeira Tatiane Rosolen, os primeiros sintomas que o paciente exibe ao ter uma parada cardíaca, na maioria dos casos, são dor torácica, dispneia, taquicardia e sudorese.

Como proceder?

Caso o paciente já seja encontrado desacordado, ou sofra um ataque sem apresentar os sintomas, alguns passos devem ser seguidos para que se saiba como proceder. “Para a identificação da parada cardíaca, primeiro devemos avaliar as vias aéreas do paciente estendendo seu pescoço, puxando o queixo para trás para fazer com que o fluxo de ar volte para a traqueia. Coloca-se, então, o rosto perto do nariz e da boca do paciente e observa-se se há movimento respiratório no tórax. Caso não haja respiração, deve-se checar pulso jugular, pois é o ultimo a parar e primeiro a voltar durante a ressuscitação”, explica Tatiane.

Quando uma pessoa está tendo um ataque cardíaco, a massagem cardíaca ajuda a prolongar o tempo para o atendimento médico. As mãos devem estar posicionadas uma sobre a outra, o peso do corpo deve ser utilizado para realizar as compressões torácicas. “Devem ser feitas 100 compressões por minuto, reavaliando a cada dois minutos, ou seja, é necessário que sejam feitas mais de uma por segundo, com no mínimo 5cm de rebaixamento no tórax”, afirma a enfermeira.

Porém, Tatiane indica que a massagem seja feita apenas por profissionais da saúde, ou pessoas com instrução na área, pois pode oferecer mais riscos do que benefícios quando realizada de forma incorreta. “Só existem pontos negativos em tentar reanimar uma pessoa quando não há treinamento. Em primeiro lugar, pode-se perder tempo em ligar para o socorro e assim piorar o quadro do paciente, em segundo, o diagnóstico deve ser assertivo, pois caso a massagem seja feita em um paciente que não está de fato sofrendo uma parada, ele sofrerá outros danos, a massagem quando feita de forma ineficaz não trará resultados positivos”, salienta.

 

A importância do socorro

Uma das preocupações com o paciente que sofreu um ataque cardíaco é a saúde do cérebro, por isso, entrar em contato com o socorro o mais rápido possível é essencial. “Se a pessoa ficar com o cérebro desoxigenado por um longo período, existe uma grande probabilidade de que haja lesões na fala e coordenação motora do paciente, entre outras”, cita a profissional.

A enfermeira explica que o ideal quando se presencia um ataque cardíaco, é que se entre em contato com o SAMU, informando sua localização e o estado do paciente, para então receber as instruções conforme o caso, enquanto se aguarda o socorro. “Mesmo a massagem cardíaca, tem o poder só de aumentar o tempo até o socorro, os procedimentos que irão de fato trazer o coração do paciente ao funcionamento normal são feitas via medicação, com o auxílio, ou não, de outros procedimentos”.

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