Resolver o problema pode ser simples através dos avanços na área da urologia

 

A disfunção erétil é a nomenclatura mais atual para o que antes era chamada de impotência sexual, que conceitualmente representa a incapacidade do homem obter e manter uma ereção o suficiente para que uma relação sexual ocorra de maneira satisfatória.

De acordo com o urologista Marcelo de Campos, na prática não existe uma regra para o que é uma disfunção, pois antes de tudo, deve se levar em consideração a expectativa de ereção de cada um. A ereção de um jovem e de um idoso, por exemplo, ocorrem de maneiras diferentes. “Conforma a idade passa, as ereções passam a não ser tão plenas, então o que deve ser levado em conta, majoritariamente, é a satisfação do paciente. Não existe uma regra”, explica.

Existem várias questões que podem influenciar. Segundo o médico, cabe ao urologista tentar identificar se aquela dificuldade das ereções vem por um defeito orgânico, ou seja, do corpo de fato, ou de origem psicogênica, como alterações emocionais, estresse e sobrecargas, que podem se manifestar no corpo como uma disfunção. “No caso das origens orgânicas da disfunção erétil, as causas mais comuns são o diabetes, a hipertensão arterial e seu tratamento, medicamentos que agem no sistema nervoso central como os antidepressivos, tabagismo, distúrbio androgênico do envelhecimento masculino, obesidade, sedentarismo e também o processo de envelhecimento”, descreve o médico.

“Estudos mostram que 10% dos homens de 50 anos já apresentam dificuldades com ereções e isso vai progredindo conforme a idade passa. Após os 70 anos, já temos um número maior que 40% com o mesmo problema”, revela o urologista Marcelo de Campos.

 

E a libido? 

A libido, ou desejo sexual, tem íntima relação com o processo de satisfação sexual. Pessoas com libido rebaixada tem menor frequência sexual, menor intensidade orgásmica, o que interfere negativamente no desempenho sexual e pode ter íntima relação com a disfunção erétil.

O desejo sexual hipoativo pode ser ocasionado por deficiência na produção de hormônio masculino e outras disfunções endócrinas como as da glândula tireoide e do hormônio prolactina. Existem também causas não orgânicas como: falta de empatia e sintonia do casal, depressão, idade avançada, estresse.

“Se o seu hormônio masculino está baixo, você naturalmente tem um interesse menor nas relações sexuais, algumas vezes nem as procurando, então é lógico que sempre quando vamos tratar alguém que sofre da disfunção erétil, faz parte da consulta averiguar a libido. O tratamento do desejo sexual hipoativo inclui uso de hormônio masculino e outras medicações e em alguns casos com psicoterapia associada.

 

É uma doença crônica?

De acordo com o médico, não se pode afirmar que é uma doença crônica, mas a idade é um dos fatores que influencia e tende a acentuar o processo. “Vamos imaginar um cenário onde uma pessoa que já tenha mais idade, ali pelos 60 anos, que já fumou e tem hipertensão, por exemplo. Quando ele começa a passar por dificuldades de ereção, é normal que o problema evolua com o passar do tempo, isso, claro, quando sem tratamento. É preciso intervir, melhorando os hábitos de vida, e quando necessário, receitando medicações específicas”, salienta.

Apesar de a doença se tornar mais frequente com o passar da idade, o médico explica que ela também ocorre com os jovens. “Muitas vezes pelo início da vida sexual, e começo de relacionamentos, isso pode ocorrer com os mais novos por uma razão emocional. Outra situação comum são homens que estiveram casados por muito tempo, e após o rompimento da relação, saem à procura outra companheira, mas perderam um pouco do costume da conquista, se veem um pouco perdidos por estarem acostumados com algo mais garantido, sendo uma situação estressora pela relação com pessoas novas”, exemplifica.

 

Deixe o complexo de lado

A caracterização da disfunção é algo pessoal, por isso, o Dr. Marcelo indica que caso tenha havido uma falha pontual, mas aquilo não te incomodou, não quer dizer que você está sujeito à patologia. “Não significa que a qualquer falha ele esteja sofrendo de disfunção erétil. Cansaço, bebida e estresse são razões suficientes para que a ereção possa não ocorre, é uma questão natural”, tranquiliza o médico.

“O reforço negativo de uma falha para o homem tem um peso muito grande. Deve se levar em consideração que aquilo pode ter ocorrido por conta de um dia ruim, para que na próxima relação, não haja ansiedade quanto ao problema e tudo possa fluir naturalmente. A mente deve estar boa e o corpo deve estar bom”, indica o especialista.

 

Resolver pode ser mais fácil do que você imagina

Atualmente existem muitos recursos para resolver a disfunção erétil, seja ela vinda de razões orgânicas, ou psicológicas. “Hoje, sempre quando uma pessoa chega aqui com esta reclamação, a primeira notícia que eu tenho para dar é de que a disfunção erétil sempre tem tratamento, e o tratamento sempre vai ser resolutivo. Ele pode ser bastante simples, ou até mesmo complexo, mas ele tem solução. Para todas as circunstâncias, neste caso já possuímos uma cura”, explica o urologista.

“Boa parte dos homens nem acabam chegando a procurar ajuda médica, e é preciso que isso acabe. Houve uma evolução muito grande no campo dos medicamentos que podem atender a diversas especificidades, basta que os pacientes passem a procurar pelos recursos, que atualmente, são abundantes”, revela Dr. Marcelo.

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