Protetor Solar

Usar fotoprotetor, óculos com proteção, boné ou chapéu são itens imprescindíveis.

O verão está aí e muitos aproveitam a estação mais quente do ano para ir às praias, caminhar, realizar uma atividade física e conquistar aquele bronze, ato indispensável para muitas mulheres. Curtir o verão é uma delicia, contudo é importante não esquecer dos cuidados com a pele e corpo antes da exposição solar. “Nessa estação, os cuidados com a pele devem intensificar-se pelo risco de queimaduras solares (principalmente crianças), insolação, exacerbação de doenças relacionadas à exposição solar, como urticária (placas avermelhadas) ao calor, erupções alérgicas ao suor e sol, lupus eritematoso (doença inflamatória), melasma, entre outras”, explica a dermatologista, Renata F. Carrara Tavares.

A ação dos raios solares sobre o corpo desprotegido pode trazer sérias conseqüências. Além das citadas acima, pode ocasionar o envelhecimento precoce da pele, manchas inestéticas, lesão pré neoplasica e câncer de pele. Por isso, conforme a dermatologista, deve-se evitar o sol nos horários de pico – 10h às 16h – aplicar fotoprotetor pelo menos a cada 3h ou mais assiduamente se estiver na praia ou piscina, usar óculos com proteção anti UVB e UVA, bonés, chapéus e roupas, preferencialmente as de tecidos com fotoproteção, principalmente para bebês e fototipos claros.

Conhecer bem a sua pele também ajuda na prevenção do câncer. “Descendentes de origem européia, poloneses, germânicos, ucranianos, tem tendência a desenvolver mais câncer de pele, tendo em vista a pele clara”, alerta o cancerologista, Emerson Luiz Neves. O local de trabalho também é significativo para o surgimento da doença. “Quem trabalha no campo ou quem permanece muito tempo em exposição solar tem maior probabilidade de desenvolver um câncer de pele do que quem trabalha em um escritório, por exemplo, isto porque eles estão diretamente expostos aos raios ultravioletas e, na maioria das vezes, não costumam usar protetor solar, usando como proteção, no máximo, o chapéu ou boné”, afirma Emerson.

O fator de proteção solar (FPS) é indicado, segundo Renata, de acordo com o fototipo de pele, espessura da pele, sensibilidade, lesões dermatológicas pré-existentes,mas sinteticamente o FPS 30 é o mais usado. “Optamos por fatores mais elevados para indivíduos muito claros, com tendência a manchar facilmente, com doenças cutâneas de fotossensibilidade ou para crianças”, diz a dermatologista. “Os idosos também precisam ter um cuidado maior, pois as manchas apresentam-se muito mais rápidas do que nos jovens devido à pele ter menos melanina”, alerta o cancerologista. Além disso, Emerson ressalta que é importante ter uma alimentação saudável, rica em vitamina A e betacaroteno, como os encontrados nas frutas e legumes vermelhos e alaranjados, por exemplo, a cenoura, tomate, mamão, maçã e beterraba, pois eles facilitam a produção de melanina que protege a pele da incidência dos raios ultravioletas, e, consequentemente, do câncer de pele.

Proteja-se do sol

De acordo com o cancerologista, o câncer de pele não se manifesta rapidamente, podendo levar vários anos para a lesão se manifestar como lesão de pele, por isso qualquer lesão maior que 5mm é recomendado procurar o dermatologista. “É sempre válido ressalvar que a prevenção é o melhor remédio”, lembra Emerson.

Sem dúvida alguma, usar filtro solar diariamente é algo indispensável, contudo, hoje, como informa Dra. Renata, está sendo utilizado associadamente o uso de fotoprotetores orais e antioxidantes para diminuir a agressão e queimadura solar e/ou fotoenvelhecimento precoce. “Os cuidados com a hidratação sistêmica, com ingestão de líquidos frequentemente, e hidratação cutânea são essenciais. Deve-se tomar cuidado com o contato com alguns tipos de cosméticos, frutas cítricas, temperos, perfumes e posterior contato com o sol, pois é freqüente a fiofotodermatose que é a queimadura induzida por esses produtos que reagem com o sol”, aconselha a dermatologista.

Para quem curte tomar banho de sol, os horários indicados, segundo os médicos, são até às 10h e após as 16h, respeitando todos os cuidados já citados para não causar danos à pele. “Esse horário é menos nocivo porque o raio UVB está menos incidente e ele é o que causa mais queimaduras agudas”, afirma Renata.

 

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