Sim, e um dos maiores fatores de risco é o ganho de peso na infância

        Dados recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que 15% das crianças brasileiras com idade entre 5 e 9 anos são obesos. Para olhar para esses dados de um jeito menos pessimista, ao menos sabemos que se for essa a causa da hipertensão, é possível intervir para impedir que ela acompanhe as crianças pelo resto da vida. Mas para isso, o diagnóstico precisa ser feito o mais cedo possível. 

        Pesquisas indicam que a elevação da pressão arterial na infância é um fator de risco para que a doença se manifeste na vida adulta. Por isso, filhos de pais hipertensos devem redobrar os cuidados com a prevenção desde cedo, pois a pressão alta é uma doença hereditária, crônico-degenerativa que ataca os vasos sanguíneos e pode provocar consequências graves para o coração, cérebro, rins, e outras artérias do nosso corpo.

   De acordo com a médica pediatra Stela Maris Borges, o pediatra medindo sistematicamente a pressão arterial de seus pacientes e acompanhando sua evolução, poderá identificar boa parte das crianças com risco de tornarem adultos hipertensos e, através de algumas medidas preventivas, reduzir este risco.

     Segundo a pediatra, é preciso sempre estar de olho, já que a hipertensão arterial é uma doença silenciosa, mas há alguns sintomas associados a ela, como cefaleia (dores de cabeça), sangramento nasal, zumbidos, e alterações visuais. “Crianças obesas ou com excesso de peso, crianças que possuem histórico familiar de hipertensão, ou com fatores de risco cardiovascular ou cerebrovascular, doenças renais e alterações endocrinológicas, precisam do acompanhamento periódico da pressão arterial. E é muito importante medir também a pressão dos pais”, explica a médica.

   Conforme Stela, o tratamento deverá ser avaliado de acordo com a causa da hipertensão e iniciado assim que feito o diagnóstico.  Na maioria dos casos o tratamento não farmacológico é o mais frequente e suficiente nos casos leves. Esse tratamento inclui a perda dos quilos extras, através de reeducação alimentar, e a adesão a exercícios físicos. Em alguns casos a abordagem psicológica também se faz necessária, com uma equipe multidisciplinar.

      A família também tem um papel muito importante no tratamento da criança hipertensa. Pois é preciso que toda a casa se una em busca de uma dieta equilibrada, substituindo, sobretudo, produtos industrializados com alto teor de sódio e açúcar. “Em caso de adolescentes hipertensos, é preciso haver o controle do tabagismo e ingestão de bebidas alcoólicas. O tratamento com medicamentos é apenas nos casos graves ou severos”, completa a médica.

Por Camila Neumann

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