Na primeira infância, é muito comum o aparecimento de alergias, como as respiratórias, alimentares ou de pele

É muito comum o aparecimento de doenças alérgicas em bebês e isso é mais recorrente nessa fase, porque eles têm a pele mais sensível. Porém, segundo a médica alergista e pneumologista pediátrica Mariana Saciloto (CRM 19301-PR), nem sempre a criança com pele sensível tem alergias, mas algumas circunstâncias fazem com que seja necessário o cuidado redobrado dos pais nessa fase. “Nem sempre a criança de pele sensível tem alguma alergia, porém, nos casos de pacientes com um diagnóstico de alergia e dermatite atópica, por exemplo, indica-se o uso de cremes hidratantes especiais para bebês desde cedo. A utilização desses cremes pode prevenir o aparecimento de alergias futuras em crianças com predisposição. Além disso, é importante evitar roupas de tecido sintético, preferencialmente usar peças de algodão e roupas claras, que fazem com que o bebê soe menos, procurando lavar as roupas com produtos especiais e sem cheiros fortes bem como o uso de sabonetes que melhoram a hidratação e que mantenham o pH da pele”, ressalta a profissional.

Muitas das doenças alérgicas são genéticas, quando há um histórico de casos na família. Uma reação alérgica nada mais é do que uma sensibilização, ou seja, o indivíduo tem uma reação exagerada a alguma coisa e, normalmente, o que causa a alergia é uma proteína alergênica, que em contato com a via respiratória e com a pele, desencadeia sintomas alérgicos, mediados por um anticorpo chamado IGE, conforme explica a médica. “O anticorpo IGE é produzido por células do sistema imunológico causando alergia. Ele tem várias células do nosso sistema imunológico e nós podemos ter alergia respiratória, como asma, rinite, conjuntivite, alergias na pele, como uma dermatite atópica e alergia de alimentos também, como nas crianças principalmente, a proteína do leite de vaca, ovo, trigo, soja, crustáceos, frutos do mar e amendoim. Esses são alguns exemplos de alergias, mas nós temos também as reações por medicamentos e outras doenças”, ressalta Mariana.

Esse tipo de doença oferece reações exageradas ao organismo, como é o caso do ácaro, que causa rinite, conjuntivite ou asma e o paciente passa a ter esse tipo de sintoma após o contato. “Entre os sintomas mais comuns nesses casos são a tosse, o chiado, falta de ar, espirros, coceira no nariz, coriza, congestão nasal, coceira nos olhos e ouvidos”, enfatiza a médica que destaca a importância da atenção dos pais aos sintomas.

Nos casos de dermatite atópica, as pessoas ficam com a pele extremamente seca, sentem coceira ou formam-se lesões chamadas de placas de eczema. Já nas alergias de causa alimentar, a médica cita o leite. “Muitas vezes, se consome o leite e imediatamente surgem as urticárias, que são lesões pelo corpo todo, como coceira, lesões avermelhadas, inchaços no local, podendo até evoluir para uma reação mais grave”, salienta a médica.

 

Tipos de alergia alimentar

 São dois os tipos de alergia alimentar, segundo Mariana. Uma delas acontece através do anticorpo IGE e a outra por IGG. No caso de alergia alimentar em bebês, a principal causa é o leite de vaca e em segundo lugar o ovo. “Após o contato com esses alimentos, o paciente pode apresentar, no caso de alergias por IGE, inchaços no local, placas de urticária, coceira e até mesmo evoluir para a reação anafilática. Quando a reação é mediada pelo anticorpo IGG, a criança evolui com diarreia, dificuldade de ganhar de peso ou sangramento nas fezes, podendo ter vômitos, mas normalmente são esses os sintomas que um bebê pode apresentar. A alergia à proteína do leite de vaca pode se manifestar mesmo com o bebê mamando no seio, porque a proteína que a mãe ingere pode sensibilizar o bebê. Então no caso de um diagnóstico dessas alergias, é preciso fazer uma orientação adequada para a mãe, na maioria das vezes, ela fazendo dieta sem o leite pode-se resolver o problema ou indicamos fórmulas de leite especiais, por exemplo, falando da alergia do leite de vaca. Já na alergia ao ovo, a gente tem que acabar retirando esse alimento da dieta, principalmente em pacientes que tem uma reação muito grande ou já tiveram uma reação alérgica mais grave como uma reação anafilática e o paciente acaba tendo mais sintomas quando ingere, pode ter urticária, inchaço, reação anafilática quando consome o ovo”, alerta a profissional sobre os alimentos onde os recém-nascidos estão mais suscetíveis a desenvolver alergias.

“Hoje se fala da introdução dos alimentos a partir do sexto mês de vida, quanto mais alimentos a gente conseguir introduzir, menos chances de alergia alimentar, então podemos introduzir uma série de alimentos, lógico, isso num paciente que não tenha alergia, não tenha diagnóstico de alergia e bem orientado pelo pediatra”, afirma Mariana Saciloto.

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