A reposição hormonal tem conotação direta com o envelhecimento de um ou vários órgãos do organismo humano. Assunto bastante controverso nos anais da medicina, pelo menos nestes últimos 20 anos. Ainda hoje em muitas áreas da medicina a reposição hormonal é realizada com hormônios sintéticos, não humanos, ou seja, com hormônios provindos de animais e plantas. Estudos recentes realizados nas principais universidades americanas e européias estão mostrando e provando de maneira inconteste que a reposição hormonal deve ser feita com hormônios bioidênticos, que são aqueles hormônios que tem a mesma composição físico química do homem.

Na cardiologia e na clínica médica geral, os hormônios sintéticos provocavam uma série de efeitos colaterais e nocivos aos seres humanos, dentre esses destacam-se ação cancerígenas e trombogênica nos mesmos. Hormônios bioidênticos, no entanto, por ter a mesma composição do organismo humano, além de não provocar câncer e nem trombose, promove melhora numa série de sintomas bem como desacelera o envelhecimento do nosso organismo. A terminologia que será usada a partir de agora e com o avanço da medicina é modulação hormonal, isto é, nivelaremos e/ou equilibraremos aqueles hormônios que estão faltando para o perfeito funcionamento da célula humana.

O processo de queda hormonal inicia-se por volta dos 28 a 30 anos. Basta citar a queda da melatonina, hormônio ligado a imunidade, longevidade, regulador do sono, do colesterol e de ação anticancerígena, que além de termos muito pouco em nosso organismo perdemos ¼ da quantidade total a cada década. Por isso, quando chegamos na 6ª ou 7ª década de vida não temos mais melatonina no organismo, instala-se aí um torpedo de complicações como câncer, infecções, complicações cardíacas e aterogênicas que serão agravadas pela falta também de outros hormônios que compõe a constelação hormonal responsável pela saúde em si. Sem dúvida alguma, os hormônios constituem o maestro que conduz a grande orquestra sinfônica da vida.

Por que o ser humano envelhece? A medicina responde que nós envelhecemos porque os hormônios baixam e não o fato irreal que envelhecemos e então os hormônios baixam.

O homem do futuro terá além da modulação hormonal, nesse processo de prolongar a vida, as células tronco, a engenharia genética, nanoterapia e outras novidades ainda em desenvolvimento nos laboratórios das universidades. Como abordamos no início deste artigo, o ser humano não envelhece globalmente, de uma só vez, e sim por partes. Podemos classificar didaticamente os seguintes aspectos: eletropausa (envelhecimento cerebral), tireopausa (tirióide – hipotireoidismo, baixa do hormônio da tireóide o qual altera o metabolismo do ser humano e tem importante ação aterogênica sobre os vasos e principais órgãos do corpo), somatopausa (aparecimento de gorduras indesejáveis e localizadas em várias partes do corpo, bem como a baixa da função de vários órgãos, como, por exemplo, o coração, trazendo a falência desse importante aparelho), melatopausa, pausa do hormônio melatonina com severas complicações ao organismo como um todo, pois a melatonina tem receptores em todas as células do corpo humano, andropausa e menopausa, as duas pausas mais conhecidas pela medicina, ligadas aos hormônios testosterona, progesterona e estrógenos, responsáveis por uma gama de sintomas, entre esses desinteresse pela vida, baixa de libido tanto pelo homem como pela mulher, baixa da imunidade, obesidade, hipertensão arterial, osteoporose, doença cardíaca, entre outras.

Deixamos por último a principal pausa que os seres humanos modernamente estão apresentando – a pausa supra-renais, duas pequenas glândulas situadas acima dos rins, onde o principal hormônio é o cortisol. O cortisol hoje é o termômetro do estresse, nunca o mundo foi tão populoso e nunca o homem esteve tão estressado. No início do estresse o cortisol apresenta-se elevado, é o estresse agudo ou fadiga aguda, após alguns meses ou anos, dependendo da intensidade do estresse, pode provocar a fadiga crônica, doença muito presente no dia-a-dia do ser humano ligado a queda do cortisol. Esta doença é pouco conhecida pelos profissionais da saúde que muitas vezes confundem com depressão. Não se trata de depressão e sim de cansaço o qual tem enfoque e tratamento diferente.

A fórmula mágica para alcançar a longevidade com qualidade de vida está em nós nos modularmos e administrarmos o cotidiano, isto implica em controlar o estresse, desacelerando-o com motivação pela vida e agirmos como humanos com todas as emoções que a vida nos oferece: por que não rir mais, somarmos mais, ter esperança no amanhã, ler um bom livro, ir mais ao teatro, praticar uma religião, praticar uma atividade física, sempre tentar uma vez mais em todas as nossas frustrações, não terceirizar a educação dos filhos porque eles precisam do amor do pai e da mãe e se não receber em tempo oportuno cobrarão de nós ou da sociedade com atos agressivos, aprenda com todas as suas experiências, pois o ser humano por mais simples que seja sempre tem muito a ensinar e aprender.

 

Autor: Edson Crema

 

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