Menopausa e Andropausa Uma situação médica tratável

Por Dr. Edson C. Crema.

Com o declínio hormonal, tanto no homem como na mulher, inicia-se o envelhecimento que, como sabemos, são conhecidos por menopausa e andropausa, no sexo feminino e masculino, respectivamente. Na verdade, a redução dos hormônios se inicia muito mais cedo que imaginamos, 29 ou 30 anos, que é a idade onde a natureza nos dá adeus e com isto diminuindo nossos hormônios. Então, não é porque envelhecemos e os hormônios caem, mas sim os hormônios caem e, com isso, começa a decadência física dos seres humanos.

Não é uma regra que envelhecem todos os órgãos ao mesmo tempo, mas um ou alguns órgãos em um determinado período. A decadência física masculina e feminina é marcada por sete pausas: melatopausa, eletropausa, tireopausa, adrenopausa, somatopausa, menopausa e andropausa. Devemos salientar para que as pessoas tomem conhecimentos que poderemos ter um sintoma ou uma constelação desses.

Por menopausa definimos a cessação permanente das menstruações da mulher em decorrência da perda irreversível das funções ovarianas. Existe um período que antecede a menopausa em que ocorrem variações endócrinas no corpo da mulher, que são alterações psicossociais e irregularidade menstruais, sendo conhecida como climatério. A média etária de ocorrência está entre 48 e 55 anos. Fatores ambientais como tabagismo, álcool e fatores genéticos podem encurtar ou aumentar este período.

Os sintomas variam de pessoa para pessoa, e algumas mulheres podem ter poucos ou uma grande variedade de dados clínicos que podem até incapacitar algumas delas. Os hormônios envolvidos na menopausa são estradiol, estriol e progesterona. Só o estradiol tem mais de 400 funções e dentre elas destacam-se melhora de concentração, melhora do interesse sexual, reduz a incidência de rugas, reduz o risco de câncer, irritabilidade, aumenta a imunidade, reforça o aparelho gênito-urinário, previne osteoporose, protege contra hipertensão arterial, aumento de peso, infarto, angina, diabetes e artrite reumatóide.

Já no homem, a andropausa inicia-se aos 40-45 anos e está ligada a queda do hormônio testosterona. Essa fase está marcada por uma serie de sintomas que vai desde incapacidade de realizar trabalho, queda de força física, queda de performance sexual, queda de liderança, queda de tomada de decisões, insegurança, ansiedade, depressão, insônia, disfunção erétil, obesidade, queda de cabelos, baixa de imunidade, diminuição de massa muscular magra, aumento de colesterol ruim e queda do bom, aumento de infecções. O coração tem a maior quantidade de receptores para testosterona e por falta desta começa a ficar doente, terminando em angina, infarto e insuficiência cardíaca. O homem de meia idade, ao reconhecer esses sintomas, deve procurar ajuda, porque andropausa é uma situação médica tratável. Modernamente, fazemos uso de hormônios bioidênticos, que são quimicamente os mesmos átomos e moléculas dos hormônios dos seres humanos, para menopausa e andropausa.

Até bem pouco tempo, várias especialidades da medicina tradicional tinham muito receio de repor hormônios nas pessoas pela idéia errônea de que os mesmos pudessem produzir câncer, principalmente de mama, útero, ovário e próstata, bem como fenômenos tromboenbólicos, infarto e AVC. Existem centenas de trabalhos médicos realizados em várias universidades e revistas médicas americanas e européias que comprovam o contrário. Câncer e fenômenos tromboenbólicos são mais comuns     quando se utiliza hormônios sintéticos.

Não se pode mais admitir, na atualidade, a postura estressante do homem moderno, onde o ser humano divide com as máquinas atividades laborativas. Sabemos há muito tempo, que a máquina apresenta tempo de validade e para qual se pode fazer revisões periódicas. Mas, o homem que é feito de células e tecidos, portanto carne e osso, muitas vezes nunca mediram sua pressão arterial ou fizeram análise de sangue. Soma-se ao fato o conceito errôneo de que os alimentos contêm todas as propriedades nutritivas e medicinais as quais precisamos. Isso leva o pobre homem a se conhecer menos, e cometer os maiores erros que se tem notícia – desconhecer o próprio corpo.

O homem moderno precisa aprender a amar menos as coisas supérfluas e se interiorizar mais, pois é em nosso interior, onde todos somos crianças, que a emoção não pode ser asfixiada. E à medida que o tempo passa nos tornamos gigante na ciência, mas muito frágil, um menino na psique. Sentimo-nos seguro quando aplaudidos, mas muito frágeis nas vaias, e não sabemos lidar bem com os fracassos.

Teremos que entender, urgentemente, que as funções mais nobres da inteligência se conquistam quando aprendemos a caminhar na trajetória de nosso próprio ser. Se, por ventura, tivermos um infarto ou AVC, com limitação de muitas de nossas funções cerebrais, não vamos poder usufruir das conquistas alcançadas quando estávamos saudáveis. A prevenção das doenças é o mínimo que podemos fazer a nós mesmos.

A mente sã num corpo são só conseguimos oxigenando bem nossas emoções e repondo os nutrientes e os hormônios apropriados.  Para atingir uma longevidade saudável é preciso estarmos modulados, ou seja, com todas as nossas funções hormonais em equilíbrio.

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