Alimentar-se de maneira correta e saudável é uma tarefa que exige esforços e disciplina. A alimentação adequada é de extrema importância para o bom funcionamento do organismo, assim como faz toda a diferença na vida de uma pessoa diabética. Comer frutas à vontade, é recomendado? Para um planejamento alimentar eficiente ao diabético, precisa-se utilizar a contagem de carboidratos? Mitos ou verdades? Confira as respostas da nutricionista, Taisa Haick Dalla Vecchia Pereira.

 

Como deve ser a alimentação de uma pessoa diabética?
Taisa
– Em relação ao planejamento das refeições:

–  Refeições frequentes (5 a6 ao dia); adequada em relação à quantidade (adequação ou manutenção de peso e idade); evitar substituir refeições principais como almoço e jantar por lanches como pães, embutidos e café com leite, preferência por frutas ao invés de sucos, mesmo que naturais.

Quanto à escolha dos alimentos:

– Preferir carboidratos complexos e ricos em fibras como pães integrais ou de centeio, aveia, linhaça, arroz integral e parbolizado, biscoitos integrais simples, feijão e outros leguminosos; aumentar o consumo de hortaliças de preferência cruas ou pouco cozidas com pouca água ou ao vapor, frutas com casca, não muito maduras; preferir leite ou derivados pobresem gorduras. Aumentaro consumo para 3 porções diárias (exceto pacientes renais em tratamento conservador – pré-diálise); incluir gorduras do “bem” de forma moderada; preferir carnes magras; evitar carboidratos simples como açúcar (sacarose), doces, bebidas adoçadas, consumindo eventualmente, somente após o controle glicêmico bem adequado, em quantidade indicada pela nutricionista; evitar bebidas de álcool e se optar em consumir, obedecer a dose e o horário indicados pela nutricionista; moderar o consumo de produtos como adoçantes, bebidas sem açúcar e produtos diet e escolher alimentos com baixo índice glicêmico e baixa carga glicêmica.

 

 É importante o diabético ter uma reeducação alimentar?
Taisa
– Verdade. Pois a primeira coisa que um diabético pensa é excluir todo o carboidrato (pães, arroz, feijão, etc.), da dieta, mas esses alimentos são necessários, eles fornecem energia para o estudo, o trabalho, o exercício físico ou para a atividade física diária. Devem ser consumidos conforme orientação nutricional.
Ao pensar que não pode comer o doce, o diabético pode começar a comer este tipo de alimento com ansiedade, sentimento de culpa e aí entra o problema – exagera na quantidade e acredita que o tratamento foi pro ”espaço”… e na verdade ele (o paciente) não estava pronto, isto é, reeducado. As conseqüências disso – mal controle da glicemia, tanto com resultados de hiperglicemia como hipoglicemia. Além da quantidade, o nutricionista capacita o paciente para ele saber, onde quer que esteja, quais serão as melhores escolhas e as trocas necessárias ao seu estado de saúde, também o ajuda a incluir alimentos não só retirar.  Com apoio nutricional, o paciente aprende a ler rótulos!

 

 O diabético pode comer frutas à vontade?

Taisa – Mito. Assim como uma pessoa que não tem diabetes, tudo em excesso e à vontade faz mal. O “limite” é importante sempre em nossas vidas e deve ser ensinado e aprendido desde cedo. A quantidade de frutas dependerá do estado de saúde do paciente, do hábito alimentar, da possibilidade de aquisição deste tipo de produtos entre outros. Em geral, são recomendadas de3 a 4 porções de frutas ao dia.

 

Como inserir as frutas no cardápio alimentar?

Taisa – Variar os tipos escolhidos. Limitar a uma porção quando a escolha for frutas com um pouco mais de açúcar (frutose), como por exemplo: a banana, a uva, o caqui e a melancia. Ingerir a fruta não muito madura.

Misturar a fruta a alimentos que lentificam a absorção do açúcar, como o leite, após refeições.

 

 É verdade que para um planejamento alimentar eficiente ao diabético, precisa-se utilizar a contagem de carboidratos?

Taisa – Verdade. A contagem é uma ferramenta excelente para o controle alimentar.

Ao contrário do que se pensa, a contagem não deixa de enfocar a melhor escolha e a moderação. Para executar a contagem são essenciais: acompanhamento nutricional por3 a4 meses,   acompanhamento médico, reajuste na prescrição medicamentosa ou dietética, seguir prescrição nutricional em relação a quantidade em gramas de cada refeição, conhecer os grupos de alimentos e fazer trocas dentro de cada grupo.

A contagem evita que o paciente fique descompensado, que tenha hiperglicemia e a temida hipoglicemia, por falta de controle alimentar ou mesmo desconhecimento de como lidar em situações não rotineiras como uma festa de aniversário, uma pizzaria ou um jantar com massas.

 

Por que a contagem justamente de carboidratos?
Taisa
– Porque este nutriente é o que aumenta mais rapidamente a glicemia do sangue. Em geral, cada15 gramas de carboidrato eleva a glicemia em 50mg/dl.

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