A compulsão alimentar é o ato de comer muito mais que o necessário, promovendo a sensação de perda de controle sobre o ato de comer. O indivíduo não consegue parar ou controlar o que e quanto está comendo, ingerindo alimentos independentemente da sensação de fome e de forma impulsiva, afetando sua capacidade de fazer boas escolhas.

Este transtorno é bem diferente do simples comer demais, pois os episódios de compulsão ocorrem com muito mais frequência, e em alguns casos podem promover verdadeiras catástrofes na vida da pessoa, principalmente por prejudicar a autoestima.

A compulsão alimentar desenvolve-se a partir de uma combinação de fatores físicospsicológicos, genéticos e sociais. Pode ocorrer em indivíduos magros, com sobrepeso ou em obesos.

Pessoas com esse padrão alimentar apresentam, além de ansiedade, e humor deprimido, sentimentos de autodesprezo, altos níveis de estresse, prejuízo em suas relações interpessoais e sentimentos de culpa e vergonha por comer demais. Assim, a pessoa que sofre com a compulsão alimentar geralmente tenta manter em segredo ou de forma bastante disfarçada, ocultando seus sintomas e dificultando uma possível intervenção.

Como os demais distúrbios alimentares, nos quadros de compulsão alimentar o tratamento deve ser multidisciplinar, com acompanhamento psicológico, nutricional, médico, além do acompanhamento com educadores físicos, que podem orientar a prática de exercícios.

O trabalho da psicoterapia será o de auxiliar e identificar quais são os fatores desencadeantes, buscando entender as causas emocionais que podem causar os sintomas de ansiedade e impulsividade.

A sensação de prazer que determinados alimentos parecem nos dar, vem da interação de algumas substâncias em nosso cérebro. A ação da serotonina que está relacionada a estados de humor, depende do aminoácido triptofano, que pode ser encontrado em alimentos como chocolate, peixe, ovos, nozes, aveia e arroz integral. Mas acabamos escolhendo o doce por ele ser muito mais agradável ao paladar. Ele nos dá bem-estar, disposição e energia imediatos, e aí que mora o perigo.

Quando comemos para suprir carências emocionais, a longo prazo, gera-se um sentimento pior. Sem contar os de curto prazo: culpa por não manter o controle e autocrítica.

 

Mas, como distinguir a fome real da fome emocional?

Normalmente, quando sentimos fome, sabemos ao certo a quantidade de comida que nos sacia. Já a fome emocional é insaciável. A pessoa come sem parar até sentir-se totalmente cheia, e após ter comido muito mais do que deveria. Este desejo aparece geralmente a fim de enterrar, em baixo de toda esta comida, um mal-estar que o indivíduo está vivendo, para obter um alívio através da comida.

Outro fator: para a fome real, qualquer comida serve. A fome emocional é cheia de desejos por alimentos específicos, como fast-food, carboidratos, doces, entre outros.

Algumas sugestões para melhorar o dia a dia, seriam:

  • Tente perceber quais são os gatilhos que desencadeiam essa fome? O que se esconde por trás dessa sensação?
  • Coma algo saudável, assim estará fazendo bem para si mesmo e perceberá que vai se saciar.
  • Pratique atividade física, pois esta é uma forma de descarregar emoções negativas, libera endorfina, o que ajuda nosso sistema emocional.
  • Planeje-se sobre o que comer durante a semana, (ou até o dia), pois isso evita decisões impulsivas.
  • Coma acompanhado: a tendência é comer mais devagar e sem muitos exageros.
  • Procure um profissional que lhe ajude a entender e a conduzir este conflito interno. É preciso estar consciente das reais necessidades do nosso corpo, e uma fome física real é bem diferente de uma fome emocional.

Enfim, precisamos enfrentar situações difíceis de forma proativa e não compensar nossas carências emocionais através da comida. Devemos buscar sempre uma vida saudável para o nosso corpo e nossa mente.

Psicólogas especialistas em psicoterapia e psicodiagnóstico adulto e infantil

Luciane Becker de Oliveira – CRP 08/19890
Joseane Lisenko – CRP 08/20324

 


RECEITA 

Panqueca de Ricota  

Ingredientes
  • 1 xícara de farinha de Trigo Especialíssima;
  • 1 xícara de leite desnatado;
  • 3/4 de xícara de água;
  • 1 ovo;
  • Sal a gosto;
  • Cebolinha para decorar.
Recheio
  • 500 g de ricota peneirada;
  • 2 colheres (sopa) de óleo;
  • 1 dente de alho;
  • 1 maço de espinafre cozido.
Modo de Preparo
No liquidificador, bata os ingredientes da massa até ficar homogênea. Frite porções de massa em uma frigideira por aproximadamente 2 minutos cada lado. Em uma tigela, misture os ingredientes do recheio. Recheie as panquecas, decore com cebolinha e sirva.

 

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