Conheça as funções e a importância deste elemento apontado por uns como vilão, e por outros como mocinho

 

Grupo que reina em maior peso dentro de uma dieta saudável, o carboidrato é aliado da saúde do cérebro, dos músculos, além de realizar a manutenção metabólica glicêmica. Mas você conhece os seus tipos e qual a melhor maneira de consumir este macronutriente?

De acordo com a nutricionista clínica e estética, Karina Stela Branco, o assunto é muito delicado por estar sempre na boca do povo, e cada um, tem a sua opinião. Mas o fato é que o carboidrato é o elemento mais importante para o nosso organismo, sendo responsável por nos proporcionar energia, faz parte da nossa estrutura celular e é o elemento que faz com que as nossas células se comuniquem. Consumi-lo é uma necessidade, entender mais sobre ele, imprescindível.

 

Quais são os tipos?

Primeiro, você deve saber que nem todos os carboidratos são iguais. A nutricionista explica, que de forma resumida, existe dois tipos: o simples e o complexo. A diferença é que o primeiro – presente em farinhas brancas, alguns tubérculos e frutas – por exemplo, é absorvido mais rapidamente, consequentemente, se tornando açúcar e gordura, respectivamente, em nosso corpo. O complexo, presente em alimentos integrais e outras variedades de tubérculos, farão o metabolismo trabalhar mais tempo por serem mais difíceis de serem digeridos, por isso, não tem tempo de virarem açúcar ou gordura, além de manter a saciedade por mais tempo.

Mas, então, as frutas também são uma fonte de carboidratos? “Sim. Mas mesmo com a quantidade de carboidratos e açúcares nas frutas, as fibras presentes fazem o papel de “segurar” o açúcar e auxiliar na absorção das vitaminas, e é aqui que entra a importância de consumir os carboidratos em harmonia com os outros elementos da dieta”. Por isso, a importância de entender o que é de fato um alimento e que o objetivo do mesmo é alimentar, processar, absorver vitaminas e eliminar as toxinas. Sem fazer qualquer reserva desnecessária ao corpo, aquelas benditas gordurinhas.

“No caso das frutas, por exemplo, as fibras quebram 50% do açúcar encontrado no alimento innatura. Ao optar pelo suco, infelizmente estará ingerindo somente açúcar e sentindo um cheirinho da fruta. O resto você sempre deixa para o lixo”, descontrai a nutricionista.

 

Qual carboidrato eu devo consumir?

Segundo Karina, seja qual for o objetivo esperado, se alimentar bem, é comer o alimento e fazê-lo servir como instrumento de trabalho para o nosso corpo.

“Comparando a um carro, você coloca combustível com o objetivo de fazer o carro andar, não é mesmo? Com o corpo fazemos igual: utilizamos a comida certa como combustível para o metabolismo trabalhar e a gente poder se locomover, pensar, raciocinar. Se você não colocar o combustível certo no nosso organismo, ele vai pifando e uma hora para de funcionar, literalmente”, explica. Assim, o ideal é que sempre uma nutricionista seja consultada, para que além das melhores combinações, as quantidades e horários sejam personalizados.

Entretanto, a profissional adianta que os carboidratos complexos te ajudarão em qualquer caminho para a busca do seu objetivo. Então confira as dicas de Karina de boas gorduras, proteínas e carboidratos que podem ser combinados para um melhor balanço nutricional:

  • Combinação de omelete (proteína) com aveia sem glúten (carboidrato complexo) e linhaça (gordura positiva).
  • Combinação de batata doce assada (carboidrato complexo) com sobrecoxa (proteína) e um fio de azeite de oliva (gordura positiva).
  • Combinação vegetariana: mandioca (carboidrato complexo) + refogado de cogumelos (proteína) + 1 colher de farinha de castanha do Pará (gordura positiva). Tipo escondidinho.
  • Cenoura e beterraba são alimentos que precisamos ter cuidado ao consumi-las, pois contém mais açúcar.
  • Outros alimentos com carboidrato complexo: mandioca, brócolis, abobrinha, vagem, berinjela, couve flor, acelga, couve, lentilha, feijão carioca, quinoa, grão de bico, arroz vermelho, arroz selvagem, arroz integral, macarrão integral, preparações sem glúten, limão, abacaxi, kiwi, acerola, etc.

Obs.: Saladas cruas contém mais fibras que carboidrato. Portanto, liberado!

 

Qual o melhor horário?

“Primeiramente, não recomendo comer qualquer outro tipo de carboidrato que não seja os complexos, em nenhuma parte do dia”, diz a nutricionista. Ela afirma que a partir das 15h o nosso metabolismo começa a desacelerar, pois entende que logo ele precisa descansar para o dia seguinte, e neste horário, o consumo dos carboidratos já não é tão recomendado. “Quem vai sentir mais este “desânimo” são as pessoas que consomem alimentos apenas por consumir, sem levar em conta a real importância do mesmo”, complementa.

Se você ainda não consegue ficar longe dos carboidratos de rápida absorção, a dica da nutricionista é que pelo menos você não os consuma antes das 15h. “À tarde e à noite, apenas 1 carboidrato complexo combinado com proteína e gordura positiva. Na ceia, jamais consuma as frutas. Prefira uma gordurinha positiva (como castanhas, nozes e amêndoas), desta forma você terá um sono com qualidade, uma disposição melhor no dia seguinte, e sentirá que esta no caminho certo para alcançar seu objetivo”, recomenda.

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